sábado, 20 de janeiro de 2018

Outro mundo é possível


A leitura que a Igreja propõe neste domingo é o Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 1,14-20 que corresponde ao Terceiro Domingo do Tempo Comum, ciclo B, do Ano Litúrgico. O teólogo espanhol José Antonio Pagola comenta o texto.

Eis o texto

Não sabemos com certeza como reagiram os discípulos de Baptista quando Herodes Antipas o encarcerou na fortaleza de Maqueronte. Conhecemos a reação de Jesus. Não ficou no deserto. Tampouco se refugiou entre Seus familiares de Nazaré. Começou a percorrer as aldeias da Galileia predicando uma mensagem original e surpreendente.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Martírio ( Guarani kaiowá )


Ato Público: 23 e 24 janeiro; Defendendo a Democracia


Contexto institucional e cenários para 2018.


Rene Carvalho

A conjuntura política gira em torno das eleições de 2018, mas poucos se arriscariam a afirmar que elas serão democráticas. A dúvida, legítima, tem origem no contexto institucional e político em que se realizarão. Em termos micro: a reforma política aprovada no congresso reforçou a capacidade de reeleição dos atuais deputados: os recursos do fundo partidário e a propaganda gratuita vão se concentrar nas principais lideranças atuais e seus apanaiguados.

As “emendas parlamentares” liberadas pelo governo para compra de votos reforçarão a posição dos candidatos dos clãs municipais e regionais. Votar em projetos que são desaprovados por dois terços ou mais dos habitantes, apoiar um governo desmoralizado, não deixar um presidente reconhecidamente corrupto ser investigado podem não levar à rejeição do candidato: se ele se apresenta como apolítico, se a mídia não informa como votou e se puder se gabar de estar á origem de hospital, escola ou estrada inaugurada recentemente. Em resumo: infelizmente para o país, o próximo parlamento não será muito diferente do atual. Pouco representativo do que pensa a população. E eticamente desmoralizado.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Jaldes Meneses: A hegemonia como contrato


Acabei de escrever, neste exato momento, uma curta apresentação para um livro meu de ensaios, que chamar-se-á "A hegemonia como contrato - ensaios sobre política e história". Agora segue para revisão e finalmente prelo.

Apresentação

Os ensaios que compõem este livro foram escritos e publicados em diferentes ocasiões, entre 2004 e 2017. O primeiro ensaio, “Gramsci e a Revolução Russa”, que abre o livro, é inédito.

Embora distintos e lidos em qualquer ordem, a minha pretensão de autor dos ensaios é costurar uma unidade temática implícita a partir de um fio condutor interno, cuja síntese se expressa no título do terceiro ensaio, “A hegemonia como contrato”. Conceber a hegemonia como um contrato não é uma abordagem assente nem resolvida em teoria política e história. Na tradição canônica da filosofia política, hegemonia e contrato atendem a tradições distintas, vistas em geral como enfoques antagônicos, o realismo político e o contratualismo, moderno ou contemporâneo. A ideia do livro origina-se de um insight enunciado e não desenvolvido como projeto sistemático pelo marxista brasileiro Carlos Nelson Coutinho, falecido em 2012. Penso que a problemática seja importante para lançar luzes na relação entre democracia e socialismo e na noção gramsciana do “Estado ampliado” no capitalismo.

Emendas parlamentares são espécie de 'fraude oficial' na Justiça eleitoral


Jânio de Freitas

Os R$ 10 bilhões que Michel Temer vai liberar para indicações de deputados têm a finalidade divulgada pelo governo e uma segunda, de efeitos mais importantes, nunca mencionada. A primeira é a compra de votos na Câmara para tentar a aprovação do remendo na Previdência. A velha chantagem do "é dando que se recebe". A segunda é uma interferência nas eleições. Digamos, uma "fraude oficial", a primeira das fraudes que haverá na compra de cabos eleitorais e de votos, nas verbas partidárias e contribuições embolsadas e, claro, nas contabilidades para a Justiça Eleitoral.

Estupros, assédios, investidas e paqueras

Contardo Calligaris

Esta é só uma contribuição à discussão entre as mulheres de #MeToo e as mulheres (francesas e não) para quem investidas e paqueras, por desagradáveis que sejam, devem ser preservadas, sem confundi-las com assédios ou estupros.

Não há como diferenciar estupros, assédios, investidas e paqueras catalogando vários comportamentos. No primeiro ano de ensino médio, minha classe aturou um camarada que, sentado na última fileira, mostrava e masturbava seu pênis, gozando duas ou três vezes por dia. Talvez o espetáculo fosse "engraçado" para algumas e alguns, mas era traumático para outras e outros. Ainda hoje, não sei se, para mim, a experiência foi só risível.

Do céu, Cabedelo, Paraíba


Cadê as provas ? Porque não responde ?


Diga com quem tu andas e eu direi quem tu és!


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